Código pautal
Encontre o código pautal português, os direitos aduaneiros e o IVA de importação de qualquer produto.
Escreva o nome de um produto em linguagem simples, ou um código de 2 a 10 dígitos.
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Live animals; animal products
Vegetable products
Animal or vegetable fats and oils
Prepared foodstuffs; beverages, spirits, tobacco
Mineral products
Products of the chemical or allied industries
Plastics and rubber
Raw hides, skins, leather and furskins
Wood, cork, straw and basketware
Pulp, paper and printed products
Textiles and textile articles
Footwear, headgear, umbrellas
Articles of stone, ceramic and glass
Pearls, precious stones and metals; jewellery
Base metals and articles thereof
Machinery and electrical equipment
Vehicles, aircraft and vessels
Optical, medical, measuring instruments; clocks
Arms and ammunition
Miscellaneous manufactured articles
Works of art, collectors’ pieces and antiques
Como funciona o sistema de codificação pautal
O código de importação de um produto é construído por camadas, partindo de uma norma mundial e acrescentando depois o detalhe europeu e nacional. A base são os 6 primeiros dígitos do Sistema Harmonizado (código SH), uma nomenclatura comum a quase todos os países do mundo e gerida pela Organização Mundial das Alfândegas.
- Código SH (6 dígitos): identifica a mercadoria a nível mundial através da posição (4 dígitos) e da subposição (6 dígitos).
- Nomenclatura Combinada (NC, 8 dígitos): a União Europeia amplia o código SH com mais dois dígitos, para fins estatísticos e de aplicação da pauta aduaneira comunitária.
- Código TARIC (10 dígitos): a Pauta Integrada da União Europeia acrescenta mais dois dígitos, para refletir medidas como suspensões pautais, contingentes, direitos antidumping e restrições.
Em Portugal, este sistema é consultado através da Pauta Aduaneira disponibilizada pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), que reúne a posição e subposição pautais aplicáveis e a base sobre a qual são liquidados os tributos na importação.
Como encontrar o seu código pautal
Existem duas formas habituais de localizar o código correto de uma mercadoria. Convém confrontar sempre o resultado com a descrição oficial da posição e subposição pautais.
- Pesquisa por produto: escreva o nome ou a descrição da mercadoria (por exemplo, «portátil», «t-shirt de algodão» ou «smartphone») e analise as correspondências propostas.
- Navegação pela estrutura: avance do geral para o concreto seguindo o percurso capítulo (2 dígitos) → posição (4 dígitos) → subposição (6 dígitos) até chegar ao código TARIC de 10 dígitos.
- Confirme os pormenores: dois produtos parecidos podem ter códigos diferentes consoante o material, a utilização ou a composição, pelo que convém ler as notas de cada capítulo.
Se subsistir alguma dúvida e for necessária certeza jurídica, pode requerer-se à AT uma Informação Pautal Vinculativa (IPV), uma decisão oficial que confirma a classificação da mercadoria e vincula as alfândegas de toda a União Europeia durante o seu período de validade.
Relação entre o código e o que se paga
O código TARIC determina diretamente os tributos liquidados ao importar uma mercadoria para Portugal a partir de fora da União Europeia. O cálculo combina, em regra, dois componentes principais.
- Direitos aduaneiros (direito de importação): é a percentagem indicada pelo TARIC para aquela mercadoria, aplicada sobre o valor aduaneiro do produto.
- IVA na importação: a taxa normal é de 23 %, com taxas reduzidas de 13 % e 6 % para determinados bens; incide sobre o valor aduaneiro acrescido dos direitos e dos encargos até ao primeiro destino.
Há uma diferença territorial importante: na Madeira o IVA é de 22 % e nos Açores é de 16 %, em vez da taxa de 23 % do continente. Os valores e obrigações concretos devem ser sempre confirmados junto da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).
Visão geral dos capítulos e exemplos de produtos comuns
A pauta organiza-se em capítulos numerados que agrupam mercadorias afins. Conhecer o capítulo correto é o primeiro passo para delimitar a pesquisa. Estes exemplos reais mostram como o código se traduz numa taxa de direitos concreta.
- 8471 — Computadores portáteis: direitos de 0 %.
- 8517 — Telemóveis (smartphones): direitos de 0 %.
- 6109 — T-shirts de algodão: direitos de 12 %.
- 6404 — Ténis (calçado com sola e parte superior em matéria têxtil): direitos de 16,9 %.
- 8703 — Automóveis ligeiros de passageiros: direitos de 10 %.
Como se verifica, os produtos eletrónicos estão normalmente isentos de direitos, ao passo que o têxtil, o calçado e os veículos suportam taxas mais elevadas. Em todos os casos, sobre os direitos é depois acrescentado o IVA na importação aplicável.
Especificidades portuguesas a ter em conta
Importar em Portugal apresenta algumas particularidades que convém dominar para evitar erros e custos inesperados.
- IVA regional: no continente a taxa normal é de 23 %, mas na Madeira o IVA é de 22 % e nos Açores é de 16 %, pelo que o cálculo do imposto varia consoante o destino da mercadoria.
- Diferença SH / NC / TARIC: o código SH tem 6 dígitos (mundial), a NC tem 8 dígitos (União Europeia) e o TARIC tem 10 dígitos (com todas as medidas comunitárias); usar a extensão errada pode invalidar a declaração.
- Direitos antidumping: certas mercadorias de origem específica suportam direitos adicionais que só aparecem ao consultar os últimos dígitos do TARIC.
- Erros de classificação frequentes: confundir o material ou a utilização do produto, ou escolher uma subposição demasiado genérica, são causas habituais de liquidações incorretas e de coimas.
- Atualizações anuais: a Nomenclatura Combinada e o TARIC são revistos todos os anos, pelo que convém verificar os códigos e as taxas em vigor antes de cada operação.
