Modelos de Relatório Financeiro (Portugal)
Modelos gratuitos e editáveis de demonstrações financeiras para empresas em Portugal — construídos de acordo com o SNC/NCRF, com a terminologia, a formatação em euros e o contexto de entrega da IES corretos.
- Norma contábil
- SNC / NCRF
- Exercício social
- Ano civil (jan.–dez.) por regra; é possível adotar período de tributação diferente mediante comunicação à AT
- Moeda
- EUR (€)
- Entregue a
- IES (Portal das Finanças / Registo Comercial)
Modelos de demonstrações financeiras
Modelos gratuitos e personalizáveis para cada demonstração financeira essencial — alinhados às normas contábeis locais, com moeda, datas e formatação numérica corretas já configuradas.
Relatório e Contas
Um dossiê completo de prestação de contas: resumo de resultados, posição financeira e fluxos de caixa.
Demonstração de Resultados
De vendas e serviços prestados ao resultado líquido, com totais automáticos.
Balanço
Ativo, capital próprio e passivo — com verificação automática do equilíbrio.
Demonstração de Fluxos de Caixa
Fluxos das atividades operacionais, de investimento e de financiamento.
Orçamento
Planeie rendimentos e gastos — compare orçamentado com realizado.
Mapa de despesas
Discrimine as despesas da empresa e peça o reembolso.
Entender os Relatórios Financeiros em Portugal
Um relatório financeiro é o conjunto de demonstrações que uma empresa prepara para mostrar como se comportou durante um período e qual a sua posição patrimonial num determinado momento. Em Portugal, as demonstrações centrais são a demonstração de resultados, o balanço e a demonstração de fluxos de caixa, normalmente acompanhadas de um anexo com as políticas contabilísticas e, na versão mais completa, de um relatório de gestão — o conjunto que forma o relatório e contas anual.
A generalidade das empresas portuguesas prepara estas demonstrações de acordo com o SNC/NCRF — o Sistema de Normalização Contabilística, através das Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro, que têm por base as IFRS. Entidades de menor dimensão podem aplicar os regimes simplificados: as NCRF-PE para pequenas entidades e a NC-ME para microentidades. Só os grupos com valores cotados em mercado regulamentado são obrigados a aplicar as IFRS (tal como adotadas na UE) nas suas contas consolidadas.
Acertar o formato importa além da gestão interna: bancos, investidores, a Autoridade Tributária e o Registo Comercial esperam demonstrações que sigam a terminologia portuguesa correta (ativo corrente, capital próprio, fornecimentos e serviços externos) e a formatação em euros habitual. Estes modelos foram construídos para corresponder a essa expectativa desde a primeira célula, para que possa concentrar o seu tempo nos números e não em reformatar uma folha de cálculo genérica.
Que modelo precisa?
- Relatório e contas — use para um dossiê completo de final de exercício, combinando o resumo de resultados, o balanço e a demonstração de fluxos de caixa num único documento.
- Demonstração de resultados — use para mostrar vendas e serviços prestados, gastos e resultado líquido do período isoladamente, por exemplo para um banco, um investidor ou uma análise interna.
- Balanço — use para mostrar o que a empresa detém e deve numa determinada data, com verificação automática de que o total do ativo é igual ao capital próprio mais o passivo.
- Demonstração de fluxos de caixa — use para mostrar como a caixa se moveu através das atividades operacionais, de investimento e de financiamento durante o período.
- Orçamento — use para planear rendimentos e gastos antes do exercício e comparar o orçamentado com o realizado à medida que o ano avança.
- Mapa de despesas — use para discriminar e totalizar despesas da empresa, como deslocações e alojamento, para efeitos de reembolso.
Normas contabilísticas e obrigações de entrega em Portugal
A generalidade das empresas portuguesas aplica o SNC, através das NCRF (baseadas nas IFRS); existem regimes simplificados para pequenas entidades (NCRF-PE) e microentidades (NC-ME). As IFRS (tal como adotadas na UE) são obrigatórias apenas nas contas consolidadas de grupos cotados em mercado regulamentado, pelo que a grande maioria das empresas privadas nunca precisa de aplicar as IFRS na íntegra.
As contas anuais são entregues através da Informação Empresarial Simplificada (IES), submetida via Portal das Finanças, o que cumpre em simultâneo as obrigações de depósito de contas junto do Registo Comercial. A IES tem de ser entregue, em regra, até ao 6.º mês e 15 dias após o fim do período de tributação — ou seja, até 15 de julho para empresas com exercício coincidente com o ano civil. O ficheiro SAF-T (PT), gerado a partir da contabilidade, é disponibilizado à Autoridade Tributária como suporte da informação declarada. Fonte oficial: https://info.portaldasfinancas.gov.pt/
Moeda, ano fiscal e formatação numérica
- Todos os valores são apresentados em euros (€), com o símbolo colocado antes ou depois do número segundo a convenção portuguesa habitual, por exemplo 850 000,00 €.
- Os milhares são separados por ponto e os decimais por vírgula, seguindo a convenção europeia (por exemplo, 1.234.567,89 €).
- As datas seguem o formato dia/mês/ano usado em Portugal ao longo dos modelos.
- O período de tributação corresponde, por regra, ao ano civil (janeiro a dezembro), sendo possível adotar um período diferente mediante comunicação prévia à Autoridade Tributária.
- Os valores negativos seguem a apresentação contabilística habitual em Portugal, para que gastos e deduções sejam facilmente distinguidos dos rendimentos.
O que torna estes modelos diferentes
- Estruturados de acordo com o formato de demonstrações do SNC/NCRF, com terminologia portuguesa genuína — ativo corrente, capital próprio, fornecimentos e serviços externos — e não etiquetas traduzidas de outros sistemas contabilísticos.
- Formatação em euros e convenções de data portuguesas corretas em todo o modelo, sem necessidade de reformatar antes de enviar ao seu contabilista certificado.
- Totais e subtotais com cálculo automático, incluindo uma verificação em tempo real do equilíbrio no balanço, que assinala se o ativo não é igual ao capital próprio mais o passivo.
- Orientações escritas em torno das obrigações reais de entrega em Portugal — IES e SAF-T (PT) através do Portal das Finanças — em vez de conselhos genéricos.
- Cada modelo é editável online e pode ser descarregado em PDF, Excel ou Word, para trabalhar da forma que mais convém à sua empresa.
