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Modelo de Demonstração de Fluxos de Caixa

Um modelo gratuito de demonstração de fluxos de caixa para Portugal, cobrindo atividades operacionais, de investimento e de financiamento, alinhado ao SNC/NCRF.

Norma contábil
SNC / NCRF
Exercício social
Ano civil (jan.–dez.) por regra; é possível adotar período de tributação diferente mediante comunicação à AT
Moeda
EUR (€)
Entregue a
IES (Portal das Finanças / Registo Comercial)
Demonstração de Fluxos de Caixa
20262025
Fluxos de caixa das atividades operacionais97 000 €97 000 €
Resultado operacional100 000 €100 000 €
Depreciações e amortizações30 000 €30 000 €
Variação das necessidades de fundo de maneio8 000 €8 000 €
Imposto sobre o rendimento pago25 000 €25 000 €
Fluxos de caixa das atividades de investimento(50 000 €)(50 000 €)
Aquisição de ativos fixos tangíveis50 000 €50 000 €
Fluxos de caixa das atividades de financiamento5 000 €5 000 €
Financiamentos obtidos20 000 €20 000 €
Dividendos pagos15 000 €15 000 €
Variação de caixa e seus equivalentes52 000 €52 000 €

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Como Preencher um Modelo de Demonstração de Fluxos de Caixa

A demonstração de fluxos de caixa mostra como o dinheiro entrou e saiu de uma empresa durante um período, organizado em atividades operacionais, de investimento e de financiamento. É uma peça cada vez mais relevante em Portugal, sobretudo para empresas que precisam de demonstrar capacidade de gerar caixa a bancos ou investidores, além do resultado contabilístico apurado na demonstração de resultados.

Este modelo segue a estrutura habitual do SNC/NCRF, separando claramente as três origens de fluxo e totalizando automaticamente a variação de caixa do período.

O que é uma demonstração de fluxos de caixa?

A demonstração de fluxos de caixa é a demonstração financeira que reconcilia o saldo de caixa no início e no fim de um período, explicando as entradas e saídas de dinheiro através de três categorias: atividades operacionais (a atividade normal da empresa), atividades de investimento (compra e venda de ativos fixos) e atividades de financiamento (empréstimos, reembolsos e dividendos).

O que incluir

  • Resultado operacional — o ponto de partida para o cálculo dos fluxos operacionais pelo método indireto.
  • Depreciações e amortizações — gastos não monetários que são somados de volta ao resultado operacional.
  • Variação das necessidades de fundo de maneio — o efeito de caixa das variações em inventários, clientes e fornecedores.
  • Imposto sobre o rendimento pago — o IRC efetivamente pago durante o período, deduzido nos fluxos operacionais.
  • Aquisição de ativos fixos tangíveis — o investimento em equipamento, edifícios ou outros ativos fixos, um fluxo de investimento.
  • Financiamentos obtidos — novos empréstimos contraídos durante o período, um fluxo de financiamento.
  • Dividendos pagos — distribuições de resultados aos sócios ou acionistas, também um fluxo de financiamento.
  • Variação de caixa e seus equivalentes — o total líquido das três secções, que deve conciliar com a variação do saldo de caixa entre o início e o fim do período.

Guia passo a passo

  1. Comece pelos fluxos operacionais, partindo do resultado operacional e ajustando por depreciações e amortizações, que não representam saída de caixa.
  2. Ajuste pela variação das necessidades de fundo de maneio, refletindo o efeito de caixa de variações em inventários, clientes e fornecedores.
  3. Deduza o imposto sobre o rendimento efetivamente pago no período, para concluir os fluxos operacionais.
  4. Some os fluxos de investimento, incluindo a aquisição e eventual alienação de ativos fixos tangíveis e intangíveis.
  5. Some os fluxos de financiamento, incluindo novos financiamentos obtidos, reembolsos de capital e dividendos pagos aos sócios.
  6. Some as três secções — operacional, investimento e financiamento — para apurar a variação de caixa e seus equivalentes do período.
  7. Reconcilie o resultado com o saldo de caixa e depósitos bancários apresentado no balanço no início e no fim do período.
  8. Inclua a demonstração no dossiê de contas anuais junto com a demonstração de resultados e o balanço.

Regras específicas de Portugal

A demonstração de fluxos de caixa é uma das demonstrações financeiras previstas no SNC/NCRF, obrigatória para as entidades que não optem pelos regimes mais simplificados aplicáveis a microentidades; mesmo quando não é obrigatória, é uma boa prática de gestão para empresas de qualquer dimensão.

Tal como as restantes demonstrações, integra o dossiê de contas anuais entregue através da IES no Portal das Finanças, em regra até 15 de julho para exercícios coincidentes com o ano civil.

Perguntas frequentes