Gerador de Orçamento

Crie um orçamento profissional em minutos — com markup ou margem, contingência e ISS. Gratuito, sem cadastro.

Dados do orçamento

Sua empresa

Cliente

Itens

= R$ 1.800,00
= R$ 528,00

Precificação

ISS

ISS varia por município (2%–5%); mercadorias podem ter ICMS. Orçamento estimativo.

Observações & condições

Orçamento estimativo — sem valor vinculante e não constitui aconselhamento fiscal.

Orçamento

De
Para
DescriçãoQtd.Valor unitárioTotal
Mão de obra
Mão de obra especializada40R$ 45,00R$ 1.800,00
Ajudante / servente24R$ 22,00R$ 528,00
Mão de obra subtotalR$ 2.328,00
Materiais
Materiais de construçãoR$ 4.500,00
Despesas
Frete / descarte de entulhoR$ 400,00
SubtotalR$ 7.228,00
MarkupR$ 1.084,20
ContingênciaR$ 831,22
Subtotal (sem impostos)R$ 9.143,42
5% (alíquota máxima) (5%)R$ 457,17
TotalR$ 9.600,59

Criado com i24app — orçamento estimativo, sem valor vinculante.

Gerador de orçamento grátis: como precificar e apresentar um orçamento de projeto no Brasil

O orçamento é a peça que fecha (ou perde) o negócio. No Brasil, um bom orçamento não é só um número solto no WhatsApp: é um documento que discrimina mão de obra, materiais e despesas, aplica seu lucro, reserva uma contingência para imprevistos e já embute os impostos, para que o cliente veja um valor final claro e você não trabalhe no prejuízo. Este gerador de orçamento grátis monta tudo isso em minutos, sem cadastro, e exporta em PDF pronto para enviar.

Seja você MEI, autônomo, freelancer, uma agência ou uma empresa de obra e reforma, o objetivo é o mesmo: transformar seu escopo em um preço justo e defensável. Abaixo explicamos o jeito brasileiro de orçar, como o ISS e o ICMS entram na conta, e um exemplo prático em reais do subtotal ao total.

Como funciona a orçamentação de projetos no Brasil

No Brasil, orçar é levantar o escopo e traduzi-lo em três blocos de custo: mão de obra (por hora, por diária ou fechada), materiais e despesas (frete, deslocamento, descarte de entulho, hospedagem, licenças). Sobre esse custo você aplica o seu lucro — via markup ou margem — e uma contingência para cobrir imprevistos. O resultado é o preço que o cliente enxerga.

A convenção de apresentação varia por tipo de trabalho. Freelancers e prestadores de serviço costumam mostrar um valor fechado por entrega ou por hora; obras e reformas quase sempre partem de um preço por metro quadrado; agências e consultorias detalham fases e diárias. O que é universal é a expectativa do cliente brasileiro de ver um valor final — com impostos já embutidos —, e não uma lista de linhas técnicas com tributos somados à parte.

Vale distinguir orçamento de proposta e de nota fiscal. O orçamento é uma estimativa sem valor vinculante e serve para negociar; a proposta formaliza escopo, prazo e condições; a nota fiscal só é emitida quando o serviço é prestado ou o bem é vendido. Um orçamento bem-feito já traz validade (por exemplo, 15 ou 30 dias), condições de pagamento e uma observação de que preços de materiais podem variar.

Como os impostos entram no orçamento: ISS, ICMS e Simples Nacional

Dois tributos aparecem na maioria dos orçamentos. O ISS (ISSQN) é municipal e incide sobre serviços — a alíquota varia de 2% a 5% conforme o município e o tipo de serviço. O ICMS é estadual e incide sobre a circulação de mercadorias (bens, materiais revendidos), com alíquota interna que costuma ficar em torno de 17% a 20% dependendo do estado. Em projetos mistos, como uma reforma que inclui material e mão de obra, é comum o serviço pagar ISS e o material embutir ICMS na cadeia de compra.

A grande maioria dos pequenos prestadores está no Simples Nacional ou é MEI, e aí o imposto já vem embutido no regime. O MEI recolhe um DAS fixo mensal (valor único que engloba os tributos), então não faz sentido somar ISS linha a linha no orçamento — o custo tributário já está diluído no preço. Empresas maiores, no Lucro Presumido ou Lucro Real, podem calcular e destacar os tributos com mais detalhe.

Por isso a convenção brasileira: no orçamento ao consumidor, apresente o valor final com impostos embutidos (bruto), não como uma linha separada de imposto. Cliente pessoa física quer saber quanto vai pagar no total. Já em contratos B2B, com empresas que aproveitam créditos ou exigem transparência fiscal, pode fazer sentido detalhar. Se você ainda não é formalizado e já fatura com regularidade, considere abrir um MEI ou uma empresa no Simples — emitir nota dá credibilidade ao orçamento e evita dor de cabeça.

Passo a passo com exemplo em reais

Imagine um freelancer de web fechando um site institucional. O raciocínio é sempre custo, depois lucro, depois contingência e, por fim, o imposto embutido no preço final.

  1. Some a mão de obra: 24 horas de UX & design a R$ 120/h (R$ 2.880) mais 80 horas de desenvolvimento a R$ 150/h (R$ 12.000) = R$ 14.880.
  2. Some materiais e despesas: hospedagem e domínio no primeiro ano a R$ 600. Subtotal de custo = R$ 15.480.
  3. Aplique o lucro. Com markup de 25% sobre o custo: R$ 15.480 × 1,25 = R$ 19.350. (Se preferir raciocinar por margem de 25%, divida por 0,75: daria R$ 20.640 — margem sempre resulta em preço maior que markup de mesmo percentual.)
  4. Adicione a contingência de 10% para revisões e imprevistos: R$ 19.350 × 1,10 ≈ R$ 21.285.
  5. Embuta o imposto. Sendo prestador no Simples/MEI, o valor final apresentado ao cliente já é bruto — arredonde para R$ 21.300 e apresente como preço fechado, sem linha de imposto à parte.
  6. Defina validade (ex.: 30 dias), condições de pagamento (ex.: 50% na aprovação, 50% na entrega) e observações. Exporte em PDF e envie.

Markup, margem e contingência: quanto cobrar neste mercado

Markup é o percentual que você soma sobre o custo; margem é a fatia de lucro dentro do preço final. Para o mesmo número, a margem sempre dá um preço maior — não confunda os dois. A contingência é uma reserva separada do lucro, para cobrir retrabalho, atraso de fornecedor ou escopo que cresce. Em serviços digitais, 10% a 15% é uma faixa saudável; em obras, onde o preço de material oscila, 10% a 20% é comum.

Para calibrar seus valores, use as referências de mercado. Elas ajudam a não subprecificar (erro clássico de quem está começando) nem espantar o cliente com um número fora da curva.

  • Freelancer: R$ 45 a R$ 200 por hora, conforme senioridade, nicho e complexidade do projeto.
  • Logotipo (só o logo): R$ 800 a R$ 2.000 para trabalhos de pequeno e médio porte.
  • Identidade visual completa (marca, aplicações, manual): R$ 3.000 a R$ 10.000.
  • Software / site sob medida: de R$ 20.000 a R$ 100.000+ conforme escopo, integrações e equipe.
  • Obra e reforma: ancore o preço por metro quadrado no CUB (Custo Unitário Básico), na faixa de R$ 2.140 a R$ 2.630/m², atualizado mensalmente pelos Sinduscons regionais.

Referência de alíquotas e fontes oficiais

Antes de fechar o preço, confirme o regime tributário e a alíquota vigente. As faixas abaixo servem de referência, mas o valor exato depende do seu município (ISS), do seu estado (ICMS) e do seu enquadramento.

  • ISS (ISSQN), municipal, sobre serviços: 2% a 5% conforme o município e o tipo de serviço.
  • ICMS, estadual, sobre mercadorias: em torno de 17% a 20% dependendo do estado (alíquota interna).
  • MEI: recolhe um DAS fixo mensal; o imposto já vem embutido, sem cálculo linha a linha no orçamento.
  • Simples Nacional — regras, tabelas e enquadramento no portal oficial: Simples Nacional (Receita Federal).
  • CUB para obras — consulte o índice atualizado do Sinduscon da sua região (o valor por m² muda todo mês).

Particularidades do Brasil que ferramentas genéricas ignoram

Plataformas globais como as de orçamento genérico tratam todo projeto igual e ignoram como o mercado brasileiro realmente precifica. Aqui, obra e reforma dominam e são ancoradas no CUB por metro quadrado; em seguida vêm serviços e trabalhos de freelancer/autônomo (a maioria MEI), depois software e web, e por fim projetos menores de eventos e consultoria.

Há variação regional grande: o CUB de São Paulo ou do Rio é diferente do Nordeste, e a alíquota de ISS de uma capital não é a de uma cidade pequena. A norma freelancer x agência também difere — o freelancer costuma apresentar valor fechado com imposto embutido, enquanto a agência pode detalhar fases, diárias e, em contratos B2B, destacar tributos. Some a isso o reajuste mensal do CUB e a oscilação de preço de material, e fica claro por que um orçamento brasileiro precisa de validade curta e de uma cláusula de revisão de preços.

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Perguntas frequentes