Calculadora de Juros Compostos
Calculadora gratuita de juros compostos com reforços mensais, ajuste à inflação e retenção na fonte sobre juros para conta poupança e Certificados de Aforro.
Valor futuro
34 437 €
Crescimento ao longo do tempo
| ano | Reforços | Juros | Saldo |
|---|---|---|---|
| 1 | 1800 € | 328 € | 12 128 € |
| 2 | 1800 € | 393 € | 14 321 € |
| 3 | 1800 € | 459 € | 16 581 € |
| 4 | 1800 € | 528 € | 18 908 € |
| 5 | 1800 € | 599 € | 21 307 € |
| 6 | 1800 € | 671 € | 23 778 € |
| 7 | 1800 € | 746 € | 26 325 € |
| 8 | 1800 € | 824 € | 28 948 € |
| 9 | 1800 € | 903 € | 31 651 € |
| 10 | 1800 € | 985 € | 34 437 € |
Apenas para fins indicativos. O rendimento real e o tratamento fiscal dependem do seu banco e da sua situação fiscal concreta — consulte um consultor financeiro.
Como funciona o juro composto
O juro composto significa que não recebe juros apenas sobre o montante inicial que colocou de lado, mas também sobre os juros que já se acumularam anteriormente. De cada vez que a capitalização ocorre — trimestral, mensal ou anualmente, consoante o produto —, os juros vencidos juntam-se ao saldo e passam, eles próprios, a gerar juros no período seguinte. Por isso o crescimento é lento nos primeiros anos e acelera visivelmente à medida que o tempo passa.
Imagine 10.000 € colocados numa conta poupança ou em Certificados de Aforro, a uma taxa nominal de 3% ao ano, com reforços mensais de 150 €. Nos primeiros meses, os juros gerados são pequenos face aos reforços que está a fazer. Ao fim de alguns anos, contudo, o saldo já inclui várias rondas de juro-sobre-juro, além dos reforços mensais, e o ritmo de crescimento acelera de ano para ano porque a base sobre a qual os juros são calculados aumenta continuamente. A frequência de capitalização escolhida determina com que rapidez os juros já creditados começam, por sua vez, a render juros — quanto mais frequente a capitalização, mais a taxa anual efetiva ultrapassa a taxa nominal anunciada.
Como são tributados os juros em Portugal
Os juros de contas poupança, depósitos a prazo e Certificados de Aforro obtidos por residentes fiscais em Portugal são rendimentos da categoria E (rendimentos de capitais) e estão sujeitos a retenção na fonte a uma taxa liberatória de 28%, nos termos do artigo 71.º, n.º 1, alínea a) do Código do IRS. Segundo a informação fiscal oficial disponível em info.portaldasfinancas.gov.pt (Autoridade Tributária e Aduaneira), esta retenção é efetuada automaticamente pela entidade bancária ou emitente no momento em que os juros são pagos ou colocados à disposição, e é, em regra, definitiva — não precisa de fazer mais nada para cumprir a obrigação fiscal sobre este rendimento.
Ainda assim, o titular pode optar pelo englobamento destes rendimentos na declaração de IRS (Modelo 3), assinalando essa opção no anexo respetivo. Isso só compensa, tipicamente, se a sua taxa marginal de IRS depois de englobado for inferior a 28% — o que é raro, mas pode acontecer para quem tem rendimentos anuais baixos. Se optar pelo englobamento, o valor já retido na fonte é deduzido ao imposto final apurado. Esta calculadora modela sempre a retenção liberatória de 28% quando a tributação está ativada, que é o cenário aplicável à generalidade dos aforradores.
Conta poupança vs. Certificados de Aforro
A conta poupança é o produto mais simples: dinheiro de acesso livre num banco português, com uma taxa de juro variável que cada instituição define e que tipicamente ronda os 2% a 3% ao ano. Os Certificados de Aforro são um produto de aforro emitido diretamente pelo Estado português (na série atualmente em comercialização, como a Série F ou E), com uma taxa indexada à Euribor a 3 meses mais um prémio de fidelização que cresce ao longo dos anos de detenção — por isso o intervalo típico (2% a 4%) é mais amplo do que o de uma conta poupança comum. É importante não confundir esta indexação com isenção fiscal: os juros dos Certificados de Aforro continuam sujeitos exatamente à mesma retenção liberatória de 28% que qualquer outro depósito.
Uma característica genuína e frequentemente ignorada por calculadoras genéricas é a frequência de capitalização dos Certificados de Aforro: ao contrário do que se assume por defeito noutros países (capitalização mensal ou anual), este produto capitaliza trimestralmente — os juros vencidos em cada trimestre são adicionados ao capital investido a cada três meses, e passam a contar para o cálculo dos juros do trimestre seguinte. É por isso que esta calculadora usa capitalização trimestral como predefinição para Portugal: reflete a estrutura real deste produto de referência do aforro português, e não uma escolha arbitrária. Quanto à componente Euribor, uma vez que a taxa a 3 meses tem oscilado nos últimos anos, o retorno efetivo de novas subscrições de Certificados de Aforro pode variar de série para série — vale a pena confirmar a taxa em vigor no momento da subscrição junto do IGCP ou do seu banco.
Exemplo: 10.000 € mais reforços mensais de 150 €, durante 10 anos, a 3%
Com um montante inicial de 10.000 €, reforços mensais de 150 €, uma taxa nominal de 3% ao ano e capitalização trimestral — a predefinição desta calculadora para Portugal, alinhada com a estrutura real dos Certificados de Aforro —, o valor futuro ao fim de 10 anos é de 34.437 €. Deste total, 28.000 € correspondem a capital que colocou de lado (os 10.000 € iniciais mais 18.000 € em reforços mensais ao longo de uma década) e 6.437 € são juros efetivamente gerados. Por causa da capitalização trimestral, a taxa anual efetiva sobe ligeiramente para 3,03%, acima da taxa nominal de 3%. À taxa de 3%, um montante único, sem reforços adicionais, demoraria cerca de 23,2 anos a duplicar.
E sem reforços mensais? Só o montante inicial de 10.000 €
Se colocar apenas os 10.000 € iniciais a 3%, com capitalização trimestral, sem qualquer reforço mensal, o saldo cresce para 13.483 € ao fim de 10 anos — muito abaixo dos 34.437 € do exemplo anterior. A diferença entre os dois cenários, mais de 20.000 €, mostra com clareza o peso que os reforços mensais de 150 € têm no resultado final, exatamente à mesma taxa e no mesmo período de tempo.
Uma particularidade genuína do aforro português: os Certificados de Aforro capitalizam trimestralmente (não mensal nem anualmente) e a sua taxa está indexada à Euribor a 3 meses mais um prémio crescente — por isso esta calculadora usa capitalização trimestral como predefinição para Portugal, refletindo a estrutura real deste produto, e não uma escolha genérica. Em termos fiscais, tanto a conta poupança como os Certificados de Aforro estão sujeitos à mesma retenção liberatória de 28% sobre os juros (categoria E, artigo 71.º do Código do IRS), aplicada automaticamente pela instituição pagadora.


