Calculadora de Juros Compostos

Calculadora gratuita de juros compostos com reforços mensais, ajuste à inflação e retenção na fonte sobre juros para conta poupança e Certificados de Aforro.

€
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ano
€
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Valor futuro

34 437 €

Taxa anual efetiva: 3,03%
Tempo para duplicar: 23.2 ano
Total de reforços
28 000 €
Total de juros ganhos
6437 €
Valor futuro
34 437 €

Crescimento ao longo do tempo

12345678910
Total de reforços Total de juros ganhos
anoReforçosJurosSaldo
11800 €328 €12 128 €
21800 €393 €14 321 €
31800 €459 €16 581 €
41800 €528 €18 908 €
51800 €599 €21 307 €
61800 €671 €23 778 €
71800 €746 €26 325 €
81800 €824 €28 948 €
91800 €903 €31 651 €
101800 €985 €34 437 €

Apenas para fins indicativos. O rendimento real e o tratamento fiscal dependem do seu banco e da sua situação fiscal concreta — consulte um consultor financeiro.

Como funciona o juro composto

O juro composto significa que não recebe juros apenas sobre o montante inicial que colocou de lado, mas também sobre os juros que já se acumularam anteriormente. De cada vez que a capitalização ocorre — trimestral, mensal ou anualmente, consoante o produto —, os juros vencidos juntam-se ao saldo e passam, eles próprios, a gerar juros no período seguinte. Por isso o crescimento é lento nos primeiros anos e acelera visivelmente à medida que o tempo passa.

Imagine 10.000 € colocados numa conta poupança ou em Certificados de Aforro, a uma taxa nominal de 3% ao ano, com reforços mensais de 150 €. Nos primeiros meses, os juros gerados são pequenos face aos reforços que está a fazer. Ao fim de alguns anos, contudo, o saldo já inclui várias rondas de juro-sobre-juro, além dos reforços mensais, e o ritmo de crescimento acelera de ano para ano porque a base sobre a qual os juros são calculados aumenta continuamente. A frequência de capitalização escolhida determina com que rapidez os juros já creditados começam, por sua vez, a render juros — quanto mais frequente a capitalização, mais a taxa anual efetiva ultrapassa a taxa nominal anunciada.

Como são tributados os juros em Portugal

Os juros de contas poupança, depósitos a prazo e Certificados de Aforro obtidos por residentes fiscais em Portugal são rendimentos da categoria E (rendimentos de capitais) e estão sujeitos a retenção na fonte a uma taxa liberatória de 28%, nos termos do artigo 71.º, n.º 1, alínea a) do Código do IRS. Segundo a informação fiscal oficial disponível em info.portaldasfinancas.gov.pt (Autoridade Tributária e Aduaneira), esta retenção é efetuada automaticamente pela entidade bancária ou emitente no momento em que os juros são pagos ou colocados à disposição, e é, em regra, definitiva — não precisa de fazer mais nada para cumprir a obrigação fiscal sobre este rendimento.

Ainda assim, o titular pode optar pelo englobamento destes rendimentos na declaração de IRS (Modelo 3), assinalando essa opção no anexo respetivo. Isso só compensa, tipicamente, se a sua taxa marginal de IRS depois de englobado for inferior a 28% — o que é raro, mas pode acontecer para quem tem rendimentos anuais baixos. Se optar pelo englobamento, o valor já retido na fonte é deduzido ao imposto final apurado. Esta calculadora modela sempre a retenção liberatória de 28% quando a tributação está ativada, que é o cenário aplicável à generalidade dos aforradores.

Conta poupança vs. Certificados de Aforro

A conta poupança é o produto mais simples: dinheiro de acesso livre num banco português, com uma taxa de juro variável que cada instituição define e que tipicamente ronda os 2% a 3% ao ano. Os Certificados de Aforro são um produto de aforro emitido diretamente pelo Estado português (na série atualmente em comercialização, como a Série F ou E), com uma taxa indexada à Euribor a 3 meses mais um prémio de fidelização que cresce ao longo dos anos de detenção — por isso o intervalo típico (2% a 4%) é mais amplo do que o de uma conta poupança comum. É importante não confundir esta indexação com isenção fiscal: os juros dos Certificados de Aforro continuam sujeitos exatamente à mesma retenção liberatória de 28% que qualquer outro depósito.

Uma característica genuína e frequentemente ignorada por calculadoras genéricas é a frequência de capitalização dos Certificados de Aforro: ao contrário do que se assume por defeito noutros países (capitalização mensal ou anual), este produto capitaliza trimestralmente — os juros vencidos em cada trimestre são adicionados ao capital investido a cada três meses, e passam a contar para o cálculo dos juros do trimestre seguinte. É por isso que esta calculadora usa capitalização trimestral como predefinição para Portugal: reflete a estrutura real deste produto de referência do aforro português, e não uma escolha arbitrária. Quanto à componente Euribor, uma vez que a taxa a 3 meses tem oscilado nos últimos anos, o retorno efetivo de novas subscrições de Certificados de Aforro pode variar de série para série — vale a pena confirmar a taxa em vigor no momento da subscrição junto do IGCP ou do seu banco.

Exemplo: 10.000 € mais reforços mensais de 150 €, durante 10 anos, a 3%

Com um montante inicial de 10.000 €, reforços mensais de 150 €, uma taxa nominal de 3% ao ano e capitalização trimestral — a predefinição desta calculadora para Portugal, alinhada com a estrutura real dos Certificados de Aforro —, o valor futuro ao fim de 10 anos é de 34.437 €. Deste total, 28.000 € correspondem a capital que colocou de lado (os 10.000 € iniciais mais 18.000 € em reforços mensais ao longo de uma década) e 6.437 € são juros efetivamente gerados. Por causa da capitalização trimestral, a taxa anual efetiva sobe ligeiramente para 3,03%, acima da taxa nominal de 3%. À taxa de 3%, um montante único, sem reforços adicionais, demoraria cerca de 23,2 anos a duplicar.

E sem reforços mensais? Só o montante inicial de 10.000 €

Se colocar apenas os 10.000 € iniciais a 3%, com capitalização trimestral, sem qualquer reforço mensal, o saldo cresce para 13.483 € ao fim de 10 anos — muito abaixo dos 34.437 € do exemplo anterior. A diferença entre os dois cenários, mais de 20.000 €, mostra com clareza o peso que os reforços mensais de 150 € têm no resultado final, exatamente à mesma taxa e no mesmo período de tempo.

Uma particularidade genuína do aforro português: os Certificados de Aforro capitalizam trimestralmente (não mensal nem anualmente) e a sua taxa está indexada à Euribor a 3 meses mais um prémio crescente — por isso esta calculadora usa capitalização trimestral como predefinição para Portugal, refletindo a estrutura real deste produto, e não uma escolha genérica. Em termos fiscais, tanto a conta poupança como os Certificados de Aforro estão sujeitos à mesma retenção liberatória de 28% sobre os juros (categoria E, artigo 71.º do Código do IRS), aplicada automaticamente pela instituição pagadora.

Quanto imposto pago sobre os juros de uma conta poupança em Portugal?⌄
Os juros de contas poupança, depósitos a prazo e Certificados de Aforro estão sujeitos a uma retenção na fonte liberatória de 28%, nos termos do artigo 71.º do Código do IRS, segundo a informação disponível no portal oficial da Autoridade Tributária (info.portaldasfinancas.gov.pt). O banco ou o IGCP retêm este valor automaticamente no momento do pagamento dos juros — não precisa de fazer nada adicional na maioria dos casos.
Os Certificados de Aforro pagam menos imposto do que uma conta poupança?⌄
Não — os juros dos Certificados de Aforro estão sujeitos exatamente à mesma retenção liberatória de 28% que os de qualquer conta poupança ou depósito a prazo. A diferença entre estes produtos está na taxa de juro (indexada à Euribor a 3 meses mais um prémio crescente nos Certificados de Aforro) e não no tratamento fiscal.
Porque é que os Certificados de Aforro capitalizam trimestralmente e não mensalmente?⌄
É uma característica real da estrutura deste produto emitido pelo Estado: os juros são calculados e creditados a cada trimestre, e não mensal ou anualmente. Por isso esta calculadora usa capitalização trimestral como predefinição para Portugal — para refletir com precisão como os Certificados de Aforro efetivamente funcionam, em vez de assumir uma frequência genérica.
O que é a taxa Euribor e como afeta os Certificados de Aforro?⌄
A Euribor a 3 meses é a taxa de referência interbancária da zona euro usada para indexar a remuneração de séries recentes de Certificados de Aforro, à qual se soma um prémio de fidelização que aumenta com os anos de detenção. Como a Euribor varia ao longo do tempo, a taxa efetiva paga por novas subscrições também varia — vale a pena confirmar a taxa em vigor junto do IGCP antes de subscrever.
Compensa optar pelo englobamento dos juros na declaração de IRS?⌄
Só compensa, tipicamente, se a sua taxa marginal de IRS depois de englobar todos os rendimentos for inferior a 28% — o que normalmente só acontece com rendimentos anuais baixos. Para a maioria dos contribuintes, a retenção liberatória de 28% já aplicada pelo banco é a opção mais vantajosa, ou pelo menos equivalente.
O que é a taxa anual efetiva?⌄
A taxa nominal é a taxa anual anunciada pelo banco ou pelo IGCP, por exemplo 3%. A taxa anual efetiva tem em conta a capitalização dentro do próprio ano — com capitalização trimestral, os juros já creditados num trimestre começam a render juros nos trimestres seguintes, pelo que a taxa efetiva fica ligeiramente acima da nominal, como os 3,03% do exemplo com capitalização trimestral a 3%.
Quanto tempo demora a duplicar o meu dinheiro a 3%?⌄
Com capitalização trimestral a uma taxa nominal de 3% ao ano, um montante único, sem reforços adicionais, demora aproximadamente 23,2 anos a duplicar. Uma regra prática rápida é a 'regra dos 72': divida 72 pela taxa de juro para obter uma estimativa aproximada do número de anos necessário.
O que significa 'valor em euros de hoje'?⌄
É o valor futuro calculado, ajustado à inflação estimada (esta calculadora usa 3% ao ano por defeito), para mostrar qual seria o poder de compra do seu saldo futuro expresso em euros de hoje.
Posso simular levantamentos regulares em vez de apenas reforços?⌄
Sim — além dos reforços, a calculadora permite indicar um valor e uma frequência de levantamento, o que é útil, por exemplo, para simular um complemento de rendimento mensal a partir de um capital já acumulado.
Este cálculo é exato para a minha situação concreta?⌄
Trata-se de uma simulação simplificada do efeito do juro composto e de um cenário fiscal opcional (a retenção liberatória de 28% sobre rendimentos de capitais). O rendimento real depende do produto concreto, da série de Certificados de Aforro subscrita e da sua situação fiscal específica — para uma estimativa exata, consulte o seu banco, o IGCP ou um consultor financeiro.